Sunday, December 13, 2009
"Cair na real"
Irra, será que a realidade se tornou mais interessante que a própria ficção!?
Sunday, November 15, 2009
Friday, November 13, 2009
Pop insuflável

"She has no waist, an interesting face, but all we are really worshiping is two bags of silicone."
- O escritor Martin Amis referindo-se a Jordan (modelo de pág.3)
Monday, October 26, 2009
Wednesday, October 21, 2009
Welcome
Welcome to the jungle.
We are all animals.
But some are more animals than others.
So choose if you want to roar or muu.
Wednesday, October 14, 2009
Notions of beauty
It was the image of a woman in her 30's, long blonde hair parted in the middle evocative of twiggy. She had a 60's blouse, green with black and white ying and yang sort of thingys. A short leather skirt and brown leather boots up above her knees that zipped up on the side. A half tribal necklace and a bracelet made the image perfect. She was a teacher and taught french in a private school. She was standing in front of a classroom full of children, still haven't figured out if learning franch or if trying to grasp (like I did that morning) the concept of beauty.
She was and still is my mother!
Monday, October 5, 2009
Crash
Ash, Bash, Hash, Stash
Crimea, Criss-Cross, Cracker Crash
Ash, Flash, Mash, Dash
Japanese hakus with a twist
Tuesday, September 29, 2009
Monday, September 28, 2009
Flesh always tastes better...
a bunch of fucking heresies
give me flesh... young and tender,
the taste of it slipping through my tongue
let me sink my nails in it, grab it, clench it
Nietzsche, Dostoievsky, Sartre
they never got enough of it
always needed more of it
flesh... Have you ever tasted Blake?
I've tasted flesh...
Exposição "Ngola Mirrors"
A produzir uma exposição do Mário Tendinha aqui no Instituto Camões em Luanda.Acompanha um texto do Filipe Zau que faz a introdução à exposição:
Por: Filipe Zau
Quiseram circunstâncias de épocas passadas – tempos de há pouco mais de meio século – que, Mário Tendinha, descendente de uma família oriunda de portugueses algarvios e gente do norte de África, fixada, desde 1890, na actual cidade do Namibe, ali nascesse sob a bênção da fragrância da maresia atlântica e do vento leste, que sopra árido do deserto.
Desde cedo se deixou envolver pelas actividades piscatórias e pelo modus vivendi das populações pastoris da região. Após ter completado 18 anos de idade, começou a desenhar e a deixar-se aquecer pelo sol das gravuras rupestres do Morro Sagrado do Tchitundo-Hulo, lá, em Capolopopo, onde existem pastores kuvale, cujas mulheres, com os seus turbantes de pele de carneiro, promovem a arquitectura dos oganda.
A arte de Mário Tendinha é influenciada por um paradigma de sensibilidade, que submete a racionalidade figurativa à razão das emoções, dando, assim, lugar à imaginação, que, como um guelengue em disparada pelas areias do deserto, se expressa, no caso presente, em desenhos a tinta da china sobre papel branco.
Em “Ngolamirrors” os impulsos do seu subconsciente são ideograficamente representados sob a influência de obras de grandes mestres surrealistas, que lhe vão servindo de suporte: Picasso, Dali, Miró, Ernst, Klee…
Do alto do andaime, propositadamente, montado para instalação, (nosso privilegiado observatório social), o verso plácido do contexto do deserto em total dicotomia com o quotidiano luandense em efervescência.
Mário Tendinha é, sem dúvida, um observador atento, que nos permite mergulhar na leitura da sina de uma Angola em acelerada transformação, onde, face a um contexto surrealista, só as roupas penduradas no estendal parecem atentas ao curso dos acontecimentos reflectidos nos espelhos, sob a forma de humor, crítica ou satisfação.
Luanda, 29 de Junho de 2009
Wednesday, September 23, 2009
"Listen to me"
-— Howard Beale, Network, 1976
Tuesday, September 22, 2009
Saturday, September 19, 2009
Wednesday, September 16, 2009
In Vino Veritas
É a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros e te verga ao encontro da terra, deves embriagar-te sem cessar.
Com vinho, com poesia, ou com a virtude.
Escolhe tu, mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Como vinho, com Poesia. ou com a virtude".
Charles Baudelaire
Friday, September 4, 2009
Yes, the river knows...
Johann W. Goethe, “Os sofrimentos do jovem Werther”
Wednesday, September 2, 2009
Monday, August 31, 2009
Friday, August 28, 2009
The Great Crocodile Migration
He said, Banana man, pay no attention whatsoever to those who try and make sense in their words...
And my son, i thought to myself, the Lord has spoken, so may it be.
Now, go pull that girls skirt whilst you pick your nose and fart the national anthem all at once!
Thursday, August 27, 2009
The windmills of my mind
E se na cervejaria, cerveja, na retrosaria... retrasados?
E se na pastelaria, pastéis, na mouraria... mouros.
Tuesday, August 25, 2009
Masked and Anonymous
Alone with their secrets
Masked and Anonymous
No one trully knows them
Back in Africa
Fui me deitar e voltou a luz. Efeito engraçado com o regresso da luz (à 1.30 da manhã) é que fez disparar um alarme que continuou a tocar a noite toda, sim, porque aqui quando eles tocam ninguém vem averiguar a razão do mesmo.
Deixou de tocar às sete da manhã de segunda feira, altura em que consegui adormecer.
Segunda feira acordei às 11 e liguei para saber do meu pc. "Ainda não olhei para ele" foi a resposta. A paciência tem limites e as ameaças que a peste ouviu faziam lembrar uma opereta romântico-trágica...
Lá decidiu que me tratava do pc e às 4 da tarde fui buscá-lo. Cheguei a casa às cinco e mal me sentei para começar a trabalhar, faltou a luz de novo. Melhor ainda, regressou à uma da manhã, altura em que me ia deitar e o que acontece? Dispara o alarme até às sete de novo...
Ahhh, como é bom estar de volta...
Wednesday, August 12, 2009
Tuesday, August 11, 2009
Tuesday, August 4, 2009
Saturday, July 25, 2009
Thursday, July 23, 2009
Friday, July 17, 2009
Thursday, July 16, 2009
Thursday, July 2, 2009
o outro lado da linha de água
Creio que, na altura, acreditei no que lia. Estava doente,
tinha quinze anos. Não me lembro da doença que me levara
à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então,
o que acabara de ler.
Os anos passam - como se apagam as estrelas cadentes
- e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No
entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que
lera uma predestinação.
A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei
de viajar. Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares
e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci
corpos que deambulavam pela vasta noite... Avancei sempre,
sem destino certo.
Tudo começou a seguir àquela doença.
Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em
direcção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei
conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que
pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha;
vi crepúsculos e noites sobre um rio, amei a existência.
Dormia onde calhava: no meio das dunas, enroscado
no tojo, como um animal; dormia num pinhal ou onde me
dessem abrigo, em celeiros, garagens abandonadas, uma
cama...
E quando regressei, regressei com a ânsia do eterno
viajante dentro de mim.
Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer
da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas
quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um
modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem
abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas
paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada,
se recompõe das aflições da cidade.
A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o
que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares,
vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é
único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica.
Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo
reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e
a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros
e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de
sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem
não foi feito para ficar quieto. A sedentarização
empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma -
estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da
linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não
terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou
estilhaços dele, o una de novo ao Universo."
Al Berto, in O Anjo Mudo
Saturday, June 27, 2009
"Pickles e C.ª"
The phone rings:
ROBBIE: Hello.
RUTHIE: Robert, it's your Aunt Ruthie.
ROBBIE: Hi Ruthie.
RUTHIE: Hello, darling.
ROBBIE: What's up?
RUTHIE: I'm calling to ask a favor.
ROBBIE: Sure.
RUTHIE: My pickles are selling very well, and Big Save says they'll put them in their supermarkets all across the country, but I have to do some advertising. So I thought as long as my nephew is a big shot advertising man, maybe your company could make an ad for me.
ROBBIE: Sure.
RUTHIE: So here's what I want the ad to say... Aunt Ruthie's Pickles are homemade, they taste wonderful and we use fresh ingredients.
ROBBIE: Well, okay, but we really need to think a little more about this.
RUTHIE: Um...okay...what?
ROBBIE: Well, first we need to understand the consumer.
RUTHIE: The consumer?
ROBBIE: It's a...a person who buys things.
RUTHIE: Everyone buys things.
ROBBIE: Right...
RUTHIE: So how is a consumer different from a person?
ROBBIE: Um...it's not
RUTHIE: So why don't you just call it a person?
ROBBIE: Okay, so it's a person.
RUTHIE: Okay so you have to understand this...person. Why?
ROBBIE: So we can know how they use your product.
RUTHIE: They eat it. How else do you use a pickle?
ROBBIE: Well, yeah...but why do they eat it?
RUTHIE: Because it tastes good. (PAUSE) Robbie, are you okay?
ROBBIE: I'm fine. You see, we have to analyze who we should be talking to in our advertising. We call that a target audience. Should we talk to women 18-49 or men 25-34 or...?
RUTHIE: Why don't we just talk to people who like pickles?
ROBBIE: Well you see, the perception of your brand has to resonate...
RUTHIE: My what?
ROBBIE: Your brand...it's the personality of your product...
RUTHIE: My pickles have a personality?
ROBBIE: Well, it's not the pickles that have the personality, it's you, it's Aunt Ruthie's Pickles...
RUTHIE: My personality? I'm a pain in the ass. What the hell does anyone care about my personality?
ROBBIE: But Aunt Ruthie's is your brand.
RUTHIE: I thought Aunt Ruthie's was my name.
ROBBIE: And your name is your brand
RUTHIE: So why don't you just call it my name? (PAUSE) Robert, are you having that problem you had back in college?
ROBBIE: You know I've committed to never doing that again...
RUTHIE: So why are you talking like this? Is this how you talk in your company?
ROBBIE: Well, yes. You see, Aunt Ruthie, we believe advertising isn't really about selling your pickles. It's about creating a relationship with your brand by having integrated communications that create advocates by over-delivering on brand expectations and creating relevant brand conversations...
RUTHIE: You know, honey, your cousin Stanley majored in English, maybe I'll just ask him to write the ad..
ROBBIE: No, no....I'll..
RUTHIE: Robbie, darling, you know I love you, right? And I would never say anything to hurt you. But listen to me, darling. You people are crazy.
Click
via Ad Contrarian
Thursday, June 25, 2009
Tuesday, June 23, 2009
"Y-O-U"
Um anúncio da igreja do Sr. Tom Cruise. Vende “Cientologia”, como podia vender electricidade ou uma conta bonificada.
Thursday, June 18, 2009
i remember your smell
the packs of cigarettes intertwined with your musky perfume
the heat of your hands wrapping me up in bed
in the mornings the smell was always too fresh for me
it tasted coming out of some fashion magazine
but the tangy closet odour, left on the carpets of our small villa by the sea
the good old days when we had a carpet to play on
the later wooden floors never did the same for me
but then we had the library where the books were secret guardians to your musk
i wear those books you left me but they still don't wear me
they still act like gatekeepers of those long lonely smokey chess nights
of when you used to put me to sleep
It's late in the evening...
the lights dimmed down to nothing
voices have left eaten up by the asphalt leading nowhere
i search for comfort
distorted even it would nurture me
my thoughts echo out in the distance
bomeeranging back at me i only get myself
i wish i could leave me alone
where are you to barrier out myself?
my soul just another rotten roadkill
sleep with me tonight
i promise i will be gone in the morning
Wednesday, June 17, 2009
Não é cântico mas é negro...
Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.
Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...
O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.
Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!
Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!
Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!
Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...
Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...
Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
José Régio
If i were a rich man
i would lounge around all day long, walk around the house in a thong
scratch my bum till my fingers became numb
tra la la la la la la
if i were a wealthy man
Monday, June 15, 2009
Here's to you, old man
Santiago casts his bait fish out but does not let them drift with the current. He wants to know exactly where his hooks are. Santiago says of this, "I keep them with precision. Only I have no luck anymore. But who knows? Maybe today. Every day is a new day. It is better to be lucky. But I would rather be exact. Then when luck comes you are ready"
"most people are heartless about turtles because a turtle's heart will beat for hours after he has been cut up and butchered....I have such a heart too and my hands and feet are like theirs"
Thursday, June 4, 2009
Monday, June 1, 2009
He Was the Walrus cukocachooo
Livro do Desassossego, composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
Feliz Dia da Criança!
O homem deve ser educado para a guerra e a mulher para prazer do guerreiro. Tudo o mais é loucura.
O guerreiro não gosta de frutos doces demais. Por isso a mulher lhe agrada: a mulher mais doce tem sempre o seu quê de amargo.
A mulher compreende melhor do que o homem as crianças: mas o homem é mais infantil que a mulher.
Em todo o verdadeiro homem se oculta uma criança: uma criança que quer brincar. Eia, mulheres! descobri no homem a criança!"
F. Nietzsche - "Assim falava Zarathustra"
Sunday, May 31, 2009
Monday, May 25, 2009
Thursday, May 21, 2009
Perfeito para o lugar...
- viste a bola?
- e aquele puto novo, o 10?
- joga à brava, o puto faz-se...
- desde que não lhe subam as peneiras à cabeça...
- diz-se que o cabrão anda a dormir com aquela modelo loira dos cartazes...
- se for tão bom na cama como em campo... nunca mais ninguém o apanha...
- Ó sousa, mais dois copos de tinto faxavor...
Perfeito para o lugar...
- o rapaz tem chispa...
- é um excelente conversador, capaz de cativar uma sala inteira.
- e a mão de bridge, fantástica.
- um portento com os seus convivas...
- perfeito para o lugar...
A estória do Fado...
Tuesday, May 19, 2009
Friday, May 15, 2009
What am I knowing
And yer bell's bangin' loudly but you can't hear its beat
And you think yer ears might a been hurt
Or yer eyes've turned filthy from the sight-blindin' dirt
And you figured you failed in yesterdays rush
When you were faked out an' fooled white facing a four flush
And all the time you were holdin' three queens
And it's makin you mad, it's makin' you mean
Like in the middle of Life magazine
Bouncin' around a pinball machine
And there's something on yer mind you wanna be saying
That somebody someplace oughta be hearin'
But it's trapped on yer tongue and sealed in yer head
And it bothers you badly when your layin' in bed
And no matter how you try you just can't say it
And yer scared to yer soul you just might forget it
And yer eyes get swimmy from the tears in yer head
And yer pillows of feathers turn to blankets of lead
And the lion's mouth opens and yer staring at his teeth
And his jaws start closin with you underneath
And yer flat on your belly with yer hands tied behind
And you wish you'd never taken that last detour sign
And you say to yourself just what am I doin'
On this road I'm walkin', on this trail I'm turnin'
On this curve I'm hanging
On this pathway I'm strolling, in the space I'm taking
In this air I'm inhaling
Am I mixed up too much, am I mixed up too hard
Why am I walking, where am I running
What am I saying, what am I knowing
(...)
Bob Dylan, Last Words on Woodie Guthrie
Náusea
Quem és tu?
O que é que queres?
Mais tarde fiz as mesmas perguntas a mim mesmo.
Apercebi-me que nao tinha as respostas. Não sei quem sou nem o que quero.
Quanto muito, gostaria de alguma paz e sossego, mas nunca o consegui e provavelmente nunca conseguirei.
(author not remembered)
Thursday, May 7, 2009
Friday, April 17, 2009
Wednesday, April 15, 2009
Ruminação matinal
-- Mark Twain in Eruption
Tuesday, April 14, 2009
If everybody believes in it, does that make it true?
Monday, April 13, 2009
Oh, and as for the meaning of life...
Life was made to fart around and don't let anyone tell you otherwise!
Eat your heart out Kurt Vonnegut.
Where are monty pyhton when one needs them?
What's the fun in living if everything is already figured out. If I know what I have to do what is the fun in doing it. Where is the fucking adventure?
One day after the other, right foot after left, lunch after breakfast...bahh
What is life without contradiction. Don't fucking destinize me, I have no destiny. I am what I make of it. I am the center of my Universe. Homo Universalis. I call the fucking shots and that's why I make so many fucking mistakes... and I love them.
God says this, moses says that, saturn says the other and capricorn tells you something else... fuck them all. I say CHARGE!!! Kill the fuckers! No prisioners, no mercy. And if I am DOA so be it. I made my mistake. I am the one to blame, that is why decisions are big. Because they are mine and noone elses. No God, no confessionary no fucking tarot cards. Me, I am here and I am I.
Narcisic? Vain? Maybe... Total responsibility, total reward.
Anarchy and hedonism.
And when I fall I want to hit the fucking bottom and I truly hope there will be noone there to stop my fucking fall... But, oh baby, if i go high in the sky just get out of my fucking way...
YIHAAA
Thursday, April 9, 2009
Portugueses, continuem a não ter postura cordial no atendimento ao público!! Digam não à Depressão!
"Esse tipo de atitude é prejudicial ao coração e pode causar problemas psiquiátricos, tais como a depressão", afirmou Dieter Zapf, autor do estudo.
O estudo consistiu na análise de dois grupos de estudantes que trabalhavam como funcionários num centro de telemarketing. O primeiro apresentava uma postura cordial ao telefone enquanto o segundo podia responder às críticas que os clientes apresentavam.
Através de uma análise do batimento cardíaco dos participantes foi possível constatar que aqueles que eram cordiais registaram um ritmo cardíaco bastante mais rápido do que os outros que não necessitavam de exprimir os seus sentimentos.
O investigador acredita que a tensão acumulada devido ao riso forçado pode ser responsável por outros problemas, como insónias, ansiedade e dores de cabeça.
Zapf recomenda que os profissionais que trabalham em contacto constante com o público façam pausas regularmente por forma a controlarem melhor as suas emoções e reduzir os níveis de stress.
Friday, April 3, 2009
"Please to meet you"

Please allow me to introduce myself
Im a man of wealth and taste
Ive been around for a long, long year
Stole many a mans soul and faith
And I was round when jesus christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that pilate
Washed his hands and sealed his fate
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But whats puzzling you
Is the nature of my game
I stuck around st. petersburg
When I saw it was a time for a change
Killed the czar and his ministers
Anastasia screamed in vain
I rode a tank
Held a generals rank
When the blitzkrieg raged
And the bodies stank
Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
Ah, whats puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah
I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the gods they made
I shouted out,
Who killed the kennedys?
When after all
It was you and me
Let me please introduce myself
Im a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadours
Who get killed before they reached bombay
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But whats puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah, get down, baby
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But whats confusing you
Is just the nature of my game
Just as every cop is a criminal
And all the sinners saints
As heads is tails
Just call me lucifer
cause Im in need of some restraint
So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or Ill lay your soul to waste, um yeah
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But whats puzzling you
Is the nature of my game, um mean it, get down
Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Tell me baby, whats my name
Tell me honey, can ya guess my name
Tell me baby, whats my name
I tell you one time, you're to blame
Wednesday, April 1, 2009
I'm Jack's never-ending cliché
"We're consumers. We are by-products of a lifestyle obsession. Murder, crime, poverty, these things don't concern me. What concerns me are celebrity magazines, television with 500 channels, some guy's name on my underwear. Rogaine, Viagra, Olestra. Fuck Martha Stewart. Martha's polishing the brass on the Titanic. It's all going down, man. So fuck off with your sofa units and Strinne green stripe patterns. I say never be complete, I say stop being perfect, I say let... let's evolve, let the chips fall where they may." - Fight Club
O rosto da crise
Pelo menos assim pensei até hoje de manhã realizar que afinal este positivismo é demasiado simplista quando tive que enfrentar o diabo ao volante depois de uma ultrapassagem não mais arrojada que as normais. Uma janela a descer, um braço a levantar-se, um corpo a debruçar-se na porta e a querer saltar do carro, cabelos a voar, quase que juro que vi espuma a sair da boca, e um sem número de insultos que causariam inveja aos mais ferverosos adeptos do Benfica. A verdade é que notei o rosto da crise, cravejado de rugas de preocupação e stress e alterações psicológicas, num cenário absolutamente “poltergeistiano”. Como não era 2ª feira percebi que são efectivamente consequências deste estado de crise, que marca uma geração é certo, mas infelizmente perturbador e que muitas vidas vem alterar e que porventura é melhor não a encarar de ânimo tão leve, nem que seja por respeito e solidariedade com os outros. A ultrapassagem foi “normal” mas os tempos não o são...
Agora dêmos as mãos e cantemos o “kumbaya” e esperemos que esta crise passe rápido e que a solução não implique o Estado ir ainda mais aos nossos bolsos mas que a libra continue a desvalorizar...
Ah, e era uma mulher. Com bom aspecto. tá mesmo uma crise...
Saturday, March 28, 2009
Thursday, March 26, 2009
E mais esta
"No, you did!"
Então e esta...
"I don't know, I forgot to ask."
Tuesday, March 24, 2009
Estórias da vida
Monday, March 23, 2009
Ainda sobre o Papa...
Tá fixe... então desejo assim com uma força de 2,4 na escala de richter que o Lucilio Baptista receba uma visita do Barrabás e que lhe arranque as unhas dos pés à dentada...
Amen
Friday, March 20, 2009
O Papa em Angola
Mulher: "Xé, onde tu andou?"
Marido: "Tive no Papa, tava bala cheio de gente, festa mesmo..."
Mulher: "Mas eu tava te a esperar. Porque não me disseste?"
Marido: "Xé, tas te a preocupar porquê, esse madiê falou bem sério!"
Mulher: "O que disse?"
Marido: "Que esses malaikos das ONGs andam a bater mesmo mal. Então não é que o mais velho veio dizer mesmo que não precisa usar preservativo. E disse mais, que essa coisa faz mal mesmo!"
Mulher: "Não tou lhe a acreditar."
Marido: "Fofa, vem cá, acredita sim. Imagina, hoje vamos fazer como antigamente, deita essa coisa fora!"
Mulher: "Malandro..."
Marido: "Quê malandro? Tu és católica, né?"
Mulher: "Sou sim"
Marido: "Então não diz isso fofa e vamos fazer amor como diz na biblia..."
Thursday, March 19, 2009
Wednesday, March 18, 2009
Zizek, o Mágico

-- Slavoj Zizek ao FT Weekend (7/8 Março 2009)
Ainda bem que ele sabe disso.
Tuesday, March 17, 2009
A ler...
Terry Eagleton "Pretty much like ourselves" a review on Modern British Utopias 1700 - 1850
What modernity finds precious is less works of art, which are just one more commodity in the marketplace, than the idea of the aesthetic. And this reverence for the aesthetic reflects the way in which art, or at least a certain exalted notion of it, is forced in the modern age to stand for a religious transcendence which has fallen on hard times. (...) The dilemma of modern societies is that they need such strongly foundational values to legitimate their authority, but find themselves constantly discrediting them by their own rationalist behaviour. Art or literature, then, can restore an aura of mystery to a bleakly disenchanted world. And though this is a hope full of tremulous pathos, it is by no means entirely fatuous. Art, after all, has a good deal in common with religious belief, even in the most agnostic of environments. Both are symbolic forms; both distill some of the fundamental meanings of a community; both work by sign, ritual and sensuous evocation. Both aim to edify, inspire and console, as well as to confront a depth of human despair or depravity which theycan nonetheless redeem by form or grace.
Terry Eagleton "Having one's Kant and eating it" - A review of Northrop Frye's Late Notebooks 1982-90
For the Left, human beings may abuse their freedom, but they are not wholly human without it; for the Right, what matters by and large is not that we decide but what we decide.
Terry Eagleton "For the Hell of it" - A review of In Praise of Meekness: Essays on ethics and politics by Norberto Bobbio
The sacred rituals whish used to promise eternal life - burning incense, drinking the blood of the god, slaying a fatted calf - have now become the liturgy of burning off fat, drinking fruit juice and not eating calves at all.
Terry Eagleton "Good dinners pass away, so do tyrants and toothache" - A review of Death, Desire and Loss in Western Culture by Jonathan Dollimore
Sexuality began in the late sixties, as an extension of radical politics into regions it had lamentably neglected. But as revolutionary energies were gradually rolled back, an increased concern with the body came to take their place. In the Seventies we had class struggle and sexuality; in the Eighties we had sexuality. Erstwhile Leninists were now card-carrying Lacanians, and everyone shifted over from production to perversion. The socialism of Guevara gave way to the somatics of Foucault and Fonda. As usual, this happened on the most spectacular scale in the United States, which had never had much grasp of socialism to begin with, and where the Left could find in the high Gallic pessimism of Foucault a sophisticated rationale for their own political paralysis. The fetish, for Freud, is that which plugs an intolerable gap; and sexuality itself has now become the greatest fetish of all. In classrooms from Berkeley to the Bronx, there's nothing more sexy than sex; and a concern with physical health has now escalated into an American national sickness.
Terry Eagleton - "It is not quite true that I have a body, and not quite true that I am one either" a review of Body Work by Peter Brooks
E donde isto veio há muito, muito mais...
Monday, March 16, 2009
Shine on you crazy diamond
I made the blue cars go away
I can make myself invisible or small.
I can become gigantic and reach the
Farthest things. I can change
The course of nature.
I can place myself anywhere in
space or time.
I can summon the dead.
I can perceive events on other worlds,
in my deepest inner mind,
and in the minds of others.
I can
I am
(Jim Morrison)
Sunday, March 15, 2009
As pessoas andam tristes
Não podem falar do carro novo porque o mercado está em recessão
Não podem falar de oportunidades de negócio porque o mercado está em recessão
Não podem falar das suas viagens de sonho porque o mercado está em recessão
Não podem falar do fato novo porque o mercado está em recessão...
É ver os bandos de young professionals nos seus jantares em manada todos a mastigar o pão com manteiga e o bife à casa (sim, porque não podem comer lagosta porque o mercado está em recessão) sem nada para dizer uns aos outros, tristes e contemplativos a pensar que tudo aquilo para o qual foram treinados ao longo de vinte anos de patética educação (tanto escolar como moral e familiar) já não existe...
A culpa mais uma vez é do mercado...viva o Adam Smith!
Wednesday, March 11, 2009
Sem querer parecer o Mia Couto...
Estou cá há quatro anos e ainda é frequente ouvir as célebres perguntas, andas sempre com um segurança atrelado atrás de ti?, Podes andar na rua?, existem cartões multibanco?, onde é que dormes?, é tudo muito selvagem, não é? e por aí fora...
Não, eu não vivo numa cubata, nem lavo os pés com água do mar, não ando com 30 seguranças atrás de mim e levanto dinheiro no multibanco quando me apetece. E mais, enquanto 99% dos portugueses acha que angola é uma caixa registadora gigante, eu arrisco-me a dizer que tem outras coisas... Pessoas. Incrível, pessoas com quem podemos estabelecer amizades e partilhar experiências (e quando digo pessoas não me estou a referir à criança pobre e descalça com a qual todos os portugueses têm uma foto para mostrar o seu lado humanista), pessoas que para além do dinheiro ou até em vez dele, estabeleceram-se cá, são de cá e têm uma vida para além dos acordos de cooperação e das linhas de crédito. Gente que não pensa todos os dias quantos dias mais faltam para regressar a Portugal nem quanto dinheiro ganham por estar cá, pessoas que fazem cá a sua vida e que vão deixando de ter saudades dos outros sítios onde já viveram. Vivem e apaixonam-se cá e não, não estou a falar das trophy wives com que a maior parte dos estrangeiros se pavoneia na rua. Pessoas que se interessam por literatura que compram obras de arte não por serem caras mas sim pelo seu valor artístico. Pessoas que encontram beleza onde outros só vêem confusão, que encontram paz onde outros só sentem insegurança... e mil coisas mais...
Eu ainda não sou um deles mas gosto de pessoas assim, também gosto de rebuçados de mentol e de gelados magnum e também gosto de não fazer nenhum aos domingos.
Mas onde eu quero chegar é que sinto que em angola a maior parte dos estrangeiros que cá está sente que está num espírito de missão ou sacrifício só tornando a sua estadia cá maís sôfrega e que tudo seria mais fácil e mais transcendente se as pessoas conseguissem estar cá como noutro sítio qualquer, a querer aprender o que angola tem de bom, a querer conhecer a cultura e fundamentalmente, a querer fazer parte da experiência em que eles próprios se enfiaram...
E agora vou ligar para Lisboa para pedir à próxima pessoa que vier para me trazer umas cápsulas de Nespresso......
Monday, March 9, 2009
Escrevo estas linhas...
Estou de volta mas com a sensação de estar ainda naquela primeira semana após voltarmos ao trabalho de férias. Ainda não sabemos muito bem que voltamos mas vamos sendo relembrados dessa inevitável condição através do barulho do ar condicionado e das horas em que fitamos o monitor do pc atravessando o com o nosso olhar perdido noutro lado qualquer, com as 7 corridas diárias à máquina de café, com o olhar desinteressado com que acompanhamos o decote das secretárias desinteressantes, com o renovado interesse com que falamos do fim de semana desportivo, com a capacidade que temos em congelarmos durante largos minutos a pensar numa palavra tão profunda como "chapéu", "modelo" ou "batata" e claro, como não podia deixar de ser com as rachas do tecto e as demais rachas do escritório...
Ou seja, ainda no limbo... quando cair a ficha prometo mais!
Friday, March 6, 2009
Thursday, March 5, 2009
A Bófia não manda aqui! A Bófia não manda aqui!!!
I have spent all my life under a communist regime and I will tell you that a society without any objective legal scale is a terrible one indeed. But a society with no other scale but the legal one is not quite worthy of man either. A society which is based on the letter of the law and never reaches any higher is taking very scarce advantage of the high level of human possibilities. The letter of the law is too cold and formal to have a beneficial influence on society. Whenever the tissue of life is woven of legalistic relations, there is an atmosphere of moral mediocrity, paralyzing man's noblest impulses.
And it will be simply impossible to stand through the trials of this threatening century with only the support of a legalistic structure.
Alexander Solzhenitsyn, "O declínio da coragem" - discurso ao estudantes de Harvard, Junho 78.
Tuesday, March 3, 2009
Lembas-te do almoço, pá?
"Para vencer material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades e criar relações. O resto pertence ao indefinível, a que, à falta de melhor nome, se chama sorte."
- Fernando Pessoa, Críticas/ensaios, Artigos e Entrevistas.
Wednesday, February 25, 2009
Persona
"a voice like it was soaked in a vat of bourbon, left hanging in the smokehouse for a few months and then taken outside and run over with a car" - some critic.
Friday, February 20, 2009
Ain’t it just like the night to play tricks when you’re trying to be so quiet
Ai o caralho, anda cá caralho – Tomás, de boné para trás, aos berros
Ó Tomás, anda cá caralho – miúda de boné para trás, aos berros
Foram por ali – puto de boné para trás
O que é que foi caralho? – outro puto de boné para trás
Filhos da puta - Tomás
Foi para ali chamar nomes - Tomás
Veio para baixo a correr - Tomás
Espancámos um aí – Tomás a passar pelo caixote de lixo no chão
Olha a bófia caralho olha a bófia – outro puto, sem boné
(15 putos a correr rua acima)
Já pró bairro, já pró bairro – senhora do bairro, julgo que mãe de um dos putos, a assistir à cena no meio da rua com uma senhora de idade (a avó de um dos putos?) e mais 2 outras senhoras, uma já em pijama.
(polícia estaciona carrinha no início da rua)
(silêncio no bairro)
(senhoras continuam na rua, incluindo a de pijama)
Conclusão: Tenho um beto no bairro. Tomás é nome de beto.
Thursday, February 19, 2009
"Working class heroes"
The working class of England today have no vision of society beyond the acquisitive - no version of themselves or their habits as anything other than transitional, on their way up or on their way out. The working class, at best, is a waiting room for people who aim to become middle class if possible. As a class in and of itself, it appears to be dead.
Ícones e Totens

Ronald McDonald está para a revolução capitalista como Che Guevara está para a revolução Castrista: ambos promovem a igualdade fraterna. Com a diferença que o Sr. Ronald apenas a promove à mesa dos seus restaurantes. Já é um começo!
Tuesday, February 17, 2009
Monday, February 16, 2009
A meio de uma conference call, telefone em speaker, computador à frente…
Estou tão farto desta merda. Tããaao farto…
There must be someway out of here… is there anybody out there? I need to be rescued asap!! Mayday mayday!! $#&#$&#$%”&”$&
Friday, February 13, 2009
Relax, said the nightman
O nome dele é David, (como a estrela diz ele, a apontar para cima) mora no mussulo num sítio chamado o buraco que fica na contra costa. Lugar inóspito para visitantes especialmente à noite, mas ele gosta do "meu cota Jesus" (como me chama a mim) e toma conta de mim.
O ritual é quase sempre o mesmo. Chego à contra costa a pé, vindo do outro lado da ilha onde os barco-táxis nos deixam, e ele saúda me sempre como se eu fosse o seu long-lost pal. Ele prepara uma barraca para eu me instalar e trata de avisar os seus vizinhos do buraco que rondam a praia que eu estou com ele e que devo ser deixado em paz. De seguida a negociação do peixe e do "pica". Ele vai buscar o peixe aos pescadores e prepara a fogueira na areia... Seguem-se horas de conversa a olhar para as estrelas, onde obviamente a estrela de David ganha fulguroso destaque mas onde as outras também contam. Comemos o peixe à mão e bebemos o whiskey e fumamos o pica enquanto as histórias jorram...
meu kota jesus, tou lhá dizê... cada dia que passa nasce mais uma curva na floresta... o teu kota david éki sabe...
e as tartaruga aqui tem feitiço... eu já vi ovo de tartaruga meu kota jesus, sai tudo lá de dentro, tem jibóia, tem lagarto, lagartixo e tem cobra e tem tambem tartaruga... tem tudo mesmo
pausa para olhar para as estrelas... ah meu kota, essa noite me kuia bwé
jesus, cuidado com o Soba daqui, esse é feiticeiro mesmo... uma vez, apareceu pakassa na ilha, fizeram churrasco e não convidaram soba... eh eh eh, ficaram todos mal, muito mal mesmo. Muitos morreram e os que sobreviveram estão malucos com feitiço que soba lhes mandou...
mais um passa no pica e mais uma contemplação nas estrelas... ahhh meu kota jesus... a vida é isso mesmo...
se ao menos eu soubesse vivê-la..........
Refeições em Luanda
Carne:
Grelhada Mista
Bife de Lombo à chefe
Picanha
Entrecosto
Espetada Mista
Peixe:
Garoupa Grelhada
Posta de Cherne
Choco Frito
Espetada de Peixe
Lagosta
Dos restaurantes todos em Luanda só é necessário pedir a ementa em cerca de 1/10 dos mesmos, e ao fim de tanto tempo de cá estar até essas ementas são naturalmente decoradas:
O risotto do Regente
O Petit Gateaux do Cais de Quatro
O Spaghetti Gamberetti do Coconuts
A Cataplana do Pims
O Chateaubriand do Pinto's
A Carvoada do Caribe
A Salada de Lagosta do Chill Out
... ofereço-me como chefe para investidores a quererem abrir um novo restaurante!!!
There's a HOLE IN MY BUCKET, Dear Lizer Dear Lizer
Nunca mais ganho a lotaria. Nunca mais percebo como é que se faz essa coisa de que tanta gente fala, que se chama poupança...
Não é uma questão de quanto mais tenho mais gasto, é a propensão natural que existe em mim de tentar zerar as minhas contas bancárias.
É uma admiração pelo nulo, pelo perfeito, a vontade extrema de não ter nada, logo nada com que me preocupar.
Suponho que existam pessoas assim. Não, não sou gastador. Sou apenas um admirador da geometria perfeita, do número exacto, e que melhor forma de atingi-lo do que caminhando para o ZERO...
And with what shall I fix it, Dear Lizer Dear Lizer, with what?
With some straw Dear Georgie Dear Georgie, some straw!
But the straw is too long, Dear Lizer, Dear Lizer, too long.
Well then cut it Dear Georgie, Dear Georgie, cut it!
And with what shall I cut it, Dear Lizer Dear Lizer, with what?
With a knife Dear Georgie Dear Georgie, a knife!
But the knife is too blunt Dear Lizer, Dear Lizer, too blunt.
Well then sharpen it Dear Georgie Dear Georgie, sharpen it!
And with what shall I sharpen it, Dear Lizer Dear Lizer, with what?
With a stone dear Georgie Dear Georgie, a stone.
But the stone is too dry Dear Lizer, Dear Lizer, too dry.
Well then wet it Dear Georgie, Dear Georgie, wet it!
And with what shal I wet it Dear Lizer Dear Lizer, with what?
With some water Dear Georgie, Dear Georgie, water.
And with what shal I fetch it, Dear Lizer, Dear Lizer, with what?
With a bucket Dear Georgie, Dear Georgie, a bucket.
But, there's a HOLE IN MY BUCKET, Dear Lizer, Dear Lizer, a hole.............................
Thursday, February 12, 2009
Monday, February 9, 2009
Thursday, February 5, 2009
"Yes oui yeah"
Nota: nunca convidar um alcoolatra para um show de televisão, a não ser que se chame Bukowski.
Wednesday, February 4, 2009
Uma outra perspectiva
Campanha publicitária de uma agência de Amesterdão para um produto de higiene feminina. Enfim ... coisas da publicidade.

























