Tuesday, September 29, 2009
Monday, September 28, 2009
Flesh always tastes better...
poetry, chemistry, love... heresies
a bunch of fucking heresies
give me flesh... young and tender,
the taste of it slipping through my tongue
let me sink my nails in it, grab it, clench it
Nietzsche, Dostoievsky, Sartre
they never got enough of it
always needed more of it
flesh... Have you ever tasted Blake?
I've tasted flesh...
a bunch of fucking heresies
give me flesh... young and tender,
the taste of it slipping through my tongue
let me sink my nails in it, grab it, clench it
Nietzsche, Dostoievsky, Sartre
they never got enough of it
always needed more of it
flesh... Have you ever tasted Blake?
I've tasted flesh...
Exposição "Ngola Mirrors"
Perguntam-me o que ando a fazer...
A produzir uma exposição do Mário Tendinha aqui no Instituto Camões em Luanda.
Acompanha um texto do Filipe Zau que faz a introdução à exposição:
Velhotes do beiral
Na corda a secar
A produzir uma exposição do Mário Tendinha aqui no Instituto Camões em Luanda.Acompanha um texto do Filipe Zau que faz a introdução à exposição:
SOB O SIGNO DO TCHITUNDO-HULO
Por: Filipe Zau
Quiseram circunstâncias de épocas passadas – tempos de há pouco mais de meio século – que, Mário Tendinha, descendente de uma família oriunda de portugueses algarvios e gente do norte de África, fixada, desde 1890, na actual cidade do Namibe, ali nascesse sob a bênção da fragrância da maresia atlântica e do vento leste, que sopra árido do deserto.
Desde cedo se deixou envolver pelas actividades piscatórias e pelo modus vivendi das populações pastoris da região. Após ter completado 18 anos de idade, começou a desenhar e a deixar-se aquecer pelo sol das gravuras rupestres do Morro Sagrado do Tchitundo-Hulo, lá, em Capolopopo, onde existem pastores kuvale, cujas mulheres, com os seus turbantes de pele de carneiro, promovem a arquitectura dos oganda.
A arte de Mário Tendinha é influenciada por um paradigma de sensibilidade, que submete a racionalidade figurativa à razão das emoções, dando, assim, lugar à imaginação, que, como um guelengue em disparada pelas areias do deserto, se expressa, no caso presente, em desenhos a tinta da china sobre papel branco.
Em “Ngolamirrors” os impulsos do seu subconsciente são ideograficamente representados sob a influência de obras de grandes mestres surrealistas, que lhe vão servindo de suporte: Picasso, Dali, Miró, Ernst, Klee…
Do alto do andaime, propositadamente, montado para instalação, (nosso privilegiado observatório social), o verso plácido do contexto do deserto em total dicotomia com o quotidiano luandense em efervescência.
Mário Tendinha é, sem dúvida, um observador atento, que nos permite mergulhar na leitura da sina de uma Angola em acelerada transformação, onde, face a um contexto surrealista, só as roupas penduradas no estendal parecem atentas ao curso dos acontecimentos reflectidos nos espelhos, sob a forma de humor, crítica ou satisfação.
Luanda, 29 de Junho de 2009
Por: Filipe Zau
Quiseram circunstâncias de épocas passadas – tempos de há pouco mais de meio século – que, Mário Tendinha, descendente de uma família oriunda de portugueses algarvios e gente do norte de África, fixada, desde 1890, na actual cidade do Namibe, ali nascesse sob a bênção da fragrância da maresia atlântica e do vento leste, que sopra árido do deserto.
Desde cedo se deixou envolver pelas actividades piscatórias e pelo modus vivendi das populações pastoris da região. Após ter completado 18 anos de idade, começou a desenhar e a deixar-se aquecer pelo sol das gravuras rupestres do Morro Sagrado do Tchitundo-Hulo, lá, em Capolopopo, onde existem pastores kuvale, cujas mulheres, com os seus turbantes de pele de carneiro, promovem a arquitectura dos oganda.
A arte de Mário Tendinha é influenciada por um paradigma de sensibilidade, que submete a racionalidade figurativa à razão das emoções, dando, assim, lugar à imaginação, que, como um guelengue em disparada pelas areias do deserto, se expressa, no caso presente, em desenhos a tinta da china sobre papel branco.
Em “Ngolamirrors” os impulsos do seu subconsciente são ideograficamente representados sob a influência de obras de grandes mestres surrealistas, que lhe vão servindo de suporte: Picasso, Dali, Miró, Ernst, Klee…
Do alto do andaime, propositadamente, montado para instalação, (nosso privilegiado observatório social), o verso plácido do contexto do deserto em total dicotomia com o quotidiano luandense em efervescência.
Mário Tendinha é, sem dúvida, um observador atento, que nos permite mergulhar na leitura da sina de uma Angola em acelerada transformação, onde, face a um contexto surrealista, só as roupas penduradas no estendal parecem atentas ao curso dos acontecimentos reflectidos nos espelhos, sob a forma de humor, crítica ou satisfação.
Luanda, 29 de Junho de 2009
E alguns dos quadros:
Wednesday, September 23, 2009
"Listen to me"
"Listen to me! Television is not truth. Television's a goddamn amusement park. Television is a circus, a carnival, a traveling troupe of acrobats, storytellers, dancers, singers, jugglers, sideshow freaks, lion tamers and football players. We're in the boredom-killing business. So if you want the truth, go to God. Go to your gurus. Go to yourselves, because that's the only place you're going to find any real truth. But, man, you're never gonna get any truth from us. We'll tell you anything you wanna hear. We lie like hell. We'll tell you that Kojak always gets the killer and that nobody ever gets cancer at Archie Bunker's house. And no matter how much trouble the hero is in, don't worry. Just look at your watch. At the end of the hour, he's gonna win. We'll tell you any shit you want to hear. We deal in illusions, man. None of it is true! But you people sit there day after day, night after night, all ages, colors, creeds. We're all you know. You're beginning to believe the illusions we're spinning here. You're beginning to think that the tube is reality and that your own lives are unreal. You do whatever the tube tells you. You dress like the tube. You eat like the tube. You raise your children like the tube. You even think like the tube. This is mass madness you maniacs! In God's name you people are the real thing, WE are the illusion!"
-— Howard Beale, Network, 1976
-— Howard Beale, Network, 1976
Tuesday, September 22, 2009
Saturday, September 19, 2009
Wednesday, September 16, 2009
In Vino Veritas
"Devemos andar sempre bêbados.
É a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros e te verga ao encontro da terra, deves embriagar-te sem cessar.
Com vinho, com poesia, ou com a virtude.
Escolhe tu, mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Como vinho, com Poesia. ou com a virtude".
Charles Baudelaire
É a única solução.
Para não sentires o tremendo fardo do tempo que te pesa sobre os ombros e te verga ao encontro da terra, deves embriagar-te sem cessar.
Com vinho, com poesia, ou com a virtude.
Escolhe tu, mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas de uma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez atenuada, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala; pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares. Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem descanso. Como vinho, com Poesia. ou com a virtude".
Charles Baudelaire
Friday, September 4, 2009
Yes, the river knows...
“Oh! Meus caros amigos! Porque será que o rio do génio transborda tão raras vezes? Porque também tão raras vezes se ergue em ondas impetuosas para lhes abalar as almas timoratas? É porque nas suas duas margens foram instalar-se os homens sensatos e moderados, cujas casinhas, hortas e canteiros de tulipas poderiam ser inundados e, portanto, evitam o perigo opondo diques à torrente e cavando canais para desviarem o curso.”
Johann W. Goethe, “Os sofrimentos do jovem Werther”
Johann W. Goethe, “Os sofrimentos do jovem Werther”
Wednesday, September 2, 2009
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