Wednesday, December 24, 2008

Monday, December 22, 2008

A princesa da tasca

Sozinha na tasca
De camisolão largo, convidativo, acolhedor
De cabelo apanhado, sedoso, convidativo, acolhedor
A acompanhar a independência com uma imperial e um jantar acabado de sair da chapa
que não é limpa há 1 semana, o que lhe é indiferente..
Está feliz no seu camisolão, está feliz o camisolão...
Já referi que tinha o cabelo apanhado? E que era sedoso?
Um quadro em que tudo parecia enquadrar-se e fazer sentido
Tirando o ela estar
Sozinha na tasca...

E vi-lhe os olhos 3 vezes
Quando por 3 vezes se virou para trás
E me chicoteou de azul
Azul vivo, azul de céu limpo
E eu estava contente
Sozinho na tasca
A acompanhar a independência com uma imperial e um jantar acabado de sair da chapa que não é limpa há 1 semana, o que me é indiferente...e com a minha princesa da tasca na mesa à minha frente... de camisolão e cabelo apanhado e olhos de céu limpo...
E na sua graciosidade feminina sorria
Quando num berro se ouvia
“Xi, era um golo do caralho”
... a minha princesa também estava a ver o Benfica
E eu estava contente
Com os meus dois amores, o recém-encontrado e o de sempre
E a minha independência, e a minha imperial, e o meu jantar acabado de sair da chapa
Já não tão sozinho na tasca...

Mas ele chegou
E tudo desabou
E veio moreno perturbar o futebol da minha princesa
E veio virar-se de costas para o Glorioso
Sua evacuação contínua e líquida e mal-cheirosa!!!
Mas estava de frente para o céu
Nos olhos da minha princesa
Que já não era mais a minha princesa
E o Benfica empatou
E amanhã tenho que trabalhar
E ainda não tenho um presente de Natal comprado
Mas o jantar custou 5,70€
E o Benfica continua em primeiro
E vi o céu azul às 10 da noite...


Beautiful ugliness


“There is something beautiful about all scars of whatever nature. A scar means the hurt is over, the wound is closed and healed, done with.”
-- Harry Crews --

Saturday, December 20, 2008

Monday, December 15, 2008

Friday, December 12, 2008

"Who is the man!?"



by Dolk

"I'm the Queen"




by Ian Stevenson

Thursday, December 11, 2008

@Barcelona

“Cuando el niño era niño era el tiempo de las siguientes preguntas: ¿Por qué yo soy yo y no tú? ¿Por qué estoy aquí y no allí? ¿Cuándo empezó el tiempo y dónde se acaba el espacio? ¿La vida bajo el sol es sólo un sueño? Lo que veo, oigo y huelo, es sólo la apariencia de un mundo previo al mundo? ¿Existe realmente el mal y personas que de verdad son malas? ¿Cómo puede ser que yo, que soy yo, antes de llegar a ser no fuera? ¿Y que yo, que soy yo, algún día ya no sea más el que soy?”

(from Wim Wender's "Wings of Desire". Nota 9/10)

Wednesday, December 10, 2008

Tuesday, December 9, 2008

L'Intensité

Do tempo em que a música se comia...





Monday, December 8, 2008

Vá Konhama, toma lá...

"O Novo Ídolo"
Em certos lugares do mundo há ainda povos e rebanhos, mas não entre nós, irmãos: entre nós só há Estados.
O Estado? O que vem a ser isso? Vamos! Abri os ouvidos, porque vos vou falar da morte dos povos.
O Estado é o mais frio dos frios monstros. É frio mesmo quando mente; e eis aqui a mentira que sai da sua boca: «Eu, o Estado, sou o povo.»
Mentira! Os que criaram os povos e lançaram sobre as suas cabeças uma fé e um amor, esses eram criadores: assim serviram a vida.
Mas, destruidores, armaram laços à multidão, e a isso chamam Estado; suspenderam sobre as suas cabeças uma espada e cem apetites.
Onde ainda há um povo, aí o Estado não é compreendido, mas odiado como o mau-olhado, como um pecado contra a moral e o direito.
Eu vos dou este sinal: cada povo fala numa língua particular em matéria de bem e de mal: o seu vizinho não a compreende. A sua linguagem é diferente na moral e no direito.
Mas o Estado sabe mentir em todas as línguas do bem e do mal; e em tudo quanto diz, mente - e quando tudo tem, roubou-o.
Tudo nele é falso; morde com dentes falsos, esse intratável. Até as suas entranhas falsas.
A confusão de todas as línguas do bem e do mal, eis o sinal que vos dou: tal é a marca do Estado. Na verdade, é um sintoma da vontade de morrer! Na verdade, é um convite aos pregadores da morte!
Nascem homens de mais: o Estado foi inventado para aqueles que são supérfluos!
Vede como ele vos atrai, aos supérfluos! Como ele os engole e mastiga e os volta a mastigar!
"Na terra não há nada maior do que eu; eu sou o dedo soberano de Deus" - assim grita o monstro. E não são só os que têm vista curta e ouvidos sensíveis que se ajoelham diante dele!
Ai! Também em vós, grandes almas, ele sussurra as suas sinistras mentiras. Ai! Ele encontrou os corações ricos que gostam de ser pródigos.
Sim, adivinha-vos a vós também, vencedores do Deus de outrora! Cansaste-vos do combate, e agora a vossa fadiga pôs-se ao serviço do novo ídolo!
Este novo ídolo quereria rodear-se de heróis e de homens respeitáveis. Este monstro frio gosta de se aquecer ao sol das boas consciências.
Dar-vos-á tudo, contanto que o adoreis, a este novo ídolo; comprará por este preço o brilho da vossa virtude e o olhar dos vossos olhos altivos.
Quer servir-se de vós como de um isco para a multidão. Sim, inventou com isso uma máquina infernal, um corcel da morte, tilitante sob o seu ajaezamento de honras divinas.
Sim, inventou assim para uso da multidão uma forma de morte que se glorifica de ser vida; era na verdade o melhor serviço que se podia prestar aos predicadores da morte.
O Estado é o lugar onde todos, bons e maus, estão intoxicados; onde todos se perdem, bons e maus, onde o lento suicídio de todos se chama «a vida».
Vede, pois, esses supérfluos! Aproximam-se das obras dos inventores e dos tesouros dos sábios: a esta rapina chamam a sua «cultura» - e neles tudo se transforma em doença e confusão.
Vede, pois, esses supérfluos! Estão sempre doentes, vomitam a bílis; é a isso que chamam jornais. Entredevoram-se e nem sequer chegam a digerir-se.
Vede, pois, esses supérfluos! Adquirem riquezas e só se tornam mais pobres. Querem o poder, e primeiro que tudo a alavanca do poder, muito dinheiro - esses impotentes!
Vede trepar esses ágeis macacos! Trepam uns por cima dos outros e arrastam-se mutuamente para o lodo e para o abismo.
Todos querem ascender ao trono: é a sua loucura - como se a felicidade estivesse no trono! Muitas vezes é a lama que está no trono -, e muitas vezes é o trono que está plantado no lodo.
São todos loucos, eu vo-lo digo, outros tantos macacos trepadores e febris. O seu ídolo, esse monstro frio, cheira mal: também eles, esses idólatras, cheiram mal.
Quereis sufocar na exalação das suas goelas e dos seus apetites, ó meus irmãos? Arrancai antes as janelas, e saltai para o ar livre!
Evitai esse cheiro odioso! Evitai cair na idolatria desses supérfluos!
Evitai esse cheiro odioso! Afastai-vos do fumo desses sacrifícios humanos!
Ainda existe terra livre para as grandes almas. Para aqueles que se exilam voluntariamente, solitários ou aos pares, ainda há vagos muitos sítios onde sopra o hálito dos mares tranquilos.
Ainda existe uma vida livre para as grandes almas. Na verdade, quando se possui pouco, tanto menos se é possuído: abençoada seja a pobreza modesta!
Onde acaba o Estado começa o homem que não é supérfluo: onde acaba o Estado começa o canto da necessidade, a única e insubstituível melodia.
Onde acaba o Estado - olhai para lá, meus irmãos! Não distinguis o arco-íris e as pontes que levam ao Super-humano?


Assim falava Zaratustra.

Sunday, December 7, 2008

Para além do óbvio

Se a mãe lhe perguntava: “Joselito, estás a ler?”, as gordas das irmãs e por vezes até o pai logo corriam para troçá-lo. Jacqueline, a mais velha, normalmente liderava a zombaria: “Não percebes que isto não serve para nada? Esta coisa de literatura é de antigamente. Frase e palavra? Isso já passou! Agora é imagem e som e internet e sms’s e mms’s e cd’s com mp3s e dvd’s nos lcd’s e audiobooks e relações por webcam”. Joselito respondia repousando o seu Camus: “Parabéns! A tua impossibilidade de conseguires pensar por ti própria, a tua capacidade de ver com olhos dos outros, a tua falta de carisma e vontade para te desmarcares da multidão, a tua moleza que não te permite pensar para além do óbvio são evidências do teu tempo que sempre me indignaram. É espantosa essa propensão para o fácil e para o imediato.”
“Olha este armado em diferente e especial!! Olha para os ares de peneirento que manda! Isto de Camus é para impressionar os teus 10 amigos que nem sequer têm messenger!”…“Pois eu tenho messenger… e leio Camus. Prefiro Camus…Lê Jacqueline, lê… Conhece Dostoyevski e terás uma fortuna dentro de ti. Procura Camus e descobrirás em poucos dias o absurdo na tua vida.”


Codec rating: 3 ou 4...

Friday, December 5, 2008

Banksy, not Jack

Jack, not Daniel's

Captain Queeg (in court) - Now, there's no need for that! I know exactly what he'll tell you, lies. He was no different from any other officer in the ward room, they were all disloyal. I tried to run the ship properly, by the book, but they fought me at every turn. The crew wanted to walk around with their shirt tails hanging out, that's all right, let them. Take the tow line, defective equipment, no more, no less. But they encouraged the crew to go around scoffing at me, and spreading wild rumors about steaming in circles, and then old yellow-strain. I was to blame for Lt. Maryk's incompetence and poor seamanship. Lt. Maryk was the perfect officer, but not Captain Queeg. Ah, but the strawberries, that's where I had them, they laughed at me and made jokes, but I proved beyond the shadow of a doubt, with geometric logic, that a duplicate key to the ward room icebox did exist, and I've had produced that key if they hadn't pulled the Caine out of action. I know now they were only trying to protect some fellow officer . . . Naturally, I can only cover these things from memory. If I've left anything out, why, just ask me specific questions and I'll be glad to answer them one by one.
Humphrey Bogart as Captain Queeg - The Caine Mutiny

Jack, not Daniel's...


"What will I do when I get to Frisco? Why first thing I'll get a room inChinatown" --but even nearer and sweeter I daydream what I'll do LeavingDay, some hallowed day in early September, "I'll walk down the trail,two hours, meet Phil in the boat, ride to the Ross Float, sleep there anight, chat in the kitchen, start early in the morning on the DiabloBoat, go right for that little pier (say hello to Walt), hitch right toMarblemount, collect my pay, pay my debts, buy a bottle of wine anddrink it by the Skagit in the afternoon, and leave next morning forSeattle"--and on, down to Frisco, then L.A., then Nogales, thenGuadalajara, then Mexico City--And still the Void is still and'll nevermove--But I will be the Void, moving without having moved."
Jack Kerouac

Thursday, December 4, 2008

Jack, not Daniel's


"I was carrying a beautiful alcoholic conflagration around with me. The thing fed on its own heat and flamed the fiercer. There was no time, in all my waking time, that I didn't want a drink. I began to anticipate the completion of my daily thousand words by taking a drink when only five hundred words were written. It was not long until I prefaced the beginning of the thousand words with a drink."

---- Jack London ----

Ministério confirma maior greve de sempre


"All men recognize the right of revolution, that is, the right to refuse allegiance to and to resist the government, when its tyranny or inefficiency are great and unendurable. …When the subject has refused allegiance, and the officer has resigned his office, then the revolution is accomplished."
"I heartily accept the motto, - "That government is best which governs least,' and I should like to see it acted up more rapidly and systematically. Carried out, it finally amounts to this, which also I believe, 'That government is best which governs not at all,' and when men are prepared for it, that will be the kind of government which they will have."
(Henry David Thoreau, Civil Disobedience, 1849)

ou, a hero of his kind


Jorge Nesbitt, sem título

The Horror, The Horror

Wednesday, December 3, 2008

O futuro



"O futuro são as crianças."

Tuesday, December 2, 2008



"Afro-rismos"

Monday, December 1, 2008

Manifesto II ou As we say in Texas, "Big is Beautiful"

O cenário está montado. O colapso financeiro juntamente com o impensável acontecimento social, a eleição de Obama, faz com que o slogan deste último se aplique a um espectro muito mais largo do que sequer Obama poderia imaginar.

Utilizado por ele, para incutir esperança no povo americano e numa crença de mudança, ele pode ser alargado à percepção do mundo como o vemos actualmente. A verdade é que Obama, apenas será o rastilho de uma revolução muito maior. Obama será sempre um democrata americano preso à democracia americana, subjugado a um rol infindável de tratados, acordos parcerias estratégias prédefinidas que lhe cumprirá apenas seguir.

O colapso financeiro atira o "Yes we can" para uma nova dimensão. Existe descrédito suficiente para que seja imposta uma nova ordem financeira, juntamente com a nova ordem social igualitária que Obama ajuda a incutir. Todos os grandes momentos da história foram considerados impossíveis antes de acontecerem. Desde a revolução francesa à queda do muro de berlim, não passavam de sonhos até ao dia em que se tornaram realidade.

Hoje estamos perante um desses sonhos, a um passo da realidade. Somos nós a geração que se tem de martirizar (porque aqueles que fazem as revoluções / evoluções / mudanças serão sempre considerados carrascos pelos seus contemporâneos) para poder alterar o rumo da história.

Os grandes ideais podem voltar a existir numa altura em que já não se acredita na tranquilidade da ordem vigente... Agora que começamos a não depender da massificação económica, podemos ter espaço para ganhar uma consciência social...

No dia em que as pessoas voltarem a pensar e a acreditar de forma congregada e acertada em algo para além das notas que carregam no bolso, o nosso desafio será cumprido, o nosso destino profetizado...

Finalmente, podemos deixar de acreditar que a história nos passou ao lado, temos em mãos a responsabilidade de a poder escrever. Chegou o nosso momento. A actuação tem que ser já.

And I tell you George W., this is a mighty good text, even by Texas Standards...

Saturday, November 29, 2008

Made in Norway



Porque há "maluquinhos" para tudo.

Friday, November 28, 2008

I want to ride my bycicle...



I want to ride my bike...

Como combater a insónia...

Thursday, November 27, 2008

Sonic Boom



Ontem no Museu do Chiado soube a pouco, mas valeu a pena.
Fica aqui pró menino e prá menina "Transparent Radiation", cover dos Red Krayola.

Seres dissolventes?


David Shrigley - "Who I am and what I want"

Where is the good wine?? Dying in the vine...

Why was I born with such contemporaries?
Oscar Wilde

Wednesday, November 26, 2008

Porcos a pérolas a porcos a pérolas porcas...

Se com as mãos dou palmadas...
com os pés dou plantadas.

Who will it be today?

Herói ou vilão, presa ou caçador, padeiro ou pão? Caravaggio - David e Golias

Tuesday, November 25, 2008

This is...



...the Greatest Show on Earth!

Carta de Voltaire a Rousseau

"I have received your new book against the human race, and thank you for it. Never was such a cleverness used in the design of making us all stupid. One longs, in reading your book, to walk on all fours. But as I have lost that habit for more than sixty years, I feel unhappily the impossibility of resuming it."

"Social order at the expense of liberty is hardly a bargain." Marquis de Sade

Nature, in contrast, is strong and guides all things. What we consider the most natural inclinations are the strongest: our desires to eat, drink, and have sex. For de Sade, sex is the most important and plays the largest role in his philosophy. Humans are completely subordinated to Nature in a way that they will never be subordinated to God as argued above. Because humans are of Nature, we cannot do anything that would break her natural laws. From here, de Sade extrapolates that it is Nature’s laws we should worship, and obey only the impulses she gives to us. This is how the world is ordered and to disobey Nature’s calling would be to disrupt the order of the things and result in Nature rectifying the situation, and “punish[ing] us with a thousand miseries”

Sunday, November 23, 2008

Friday, November 21, 2008

Barbi & Keni



{Photo credits: Marisa Harris}

«Barbi & Keni enjoying the ride»

Instalação kitch-ó-erótica.

Thursday, November 20, 2008

Está tudo explicado



Ah pronto! Agora entendo o que eles fazem.

Tuesday, November 18, 2008

If I had a wish

I’d wish for more

Another wish another whore

For each whore then thousand scores

Another score another soar

Too much soar will leave you sour

When landing the relentless hour

The unending time of many wives

Unprotected for countless times

Wishes, whores, scores, wives

How many are going to St Ives?



Codec rating: 2

Monday, November 10, 2008