Saturday, March 28, 2009
Thursday, March 26, 2009
E mais esta
"No, you did!"
Então e esta...
"I don't know, I forgot to ask."
Tuesday, March 24, 2009
Estórias da vida
Monday, March 23, 2009
Ainda sobre o Papa...
Tá fixe... então desejo assim com uma força de 2,4 na escala de richter que o Lucilio Baptista receba uma visita do Barrabás e que lhe arranque as unhas dos pés à dentada...
Amen
Friday, March 20, 2009
O Papa em Angola
Mulher: "Xé, onde tu andou?"
Marido: "Tive no Papa, tava bala cheio de gente, festa mesmo..."
Mulher: "Mas eu tava te a esperar. Porque não me disseste?"
Marido: "Xé, tas te a preocupar porquê, esse madiê falou bem sério!"
Mulher: "O que disse?"
Marido: "Que esses malaikos das ONGs andam a bater mesmo mal. Então não é que o mais velho veio dizer mesmo que não precisa usar preservativo. E disse mais, que essa coisa faz mal mesmo!"
Mulher: "Não tou lhe a acreditar."
Marido: "Fofa, vem cá, acredita sim. Imagina, hoje vamos fazer como antigamente, deita essa coisa fora!"
Mulher: "Malandro..."
Marido: "Quê malandro? Tu és católica, né?"
Mulher: "Sou sim"
Marido: "Então não diz isso fofa e vamos fazer amor como diz na biblia..."
Thursday, March 19, 2009
Wednesday, March 18, 2009
Zizek, o Mágico

-- Slavoj Zizek ao FT Weekend (7/8 Março 2009)
Ainda bem que ele sabe disso.
Tuesday, March 17, 2009
A ler...
Terry Eagleton "Pretty much like ourselves" a review on Modern British Utopias 1700 - 1850
What modernity finds precious is less works of art, which are just one more commodity in the marketplace, than the idea of the aesthetic. And this reverence for the aesthetic reflects the way in which art, or at least a certain exalted notion of it, is forced in the modern age to stand for a religious transcendence which has fallen on hard times. (...) The dilemma of modern societies is that they need such strongly foundational values to legitimate their authority, but find themselves constantly discrediting them by their own rationalist behaviour. Art or literature, then, can restore an aura of mystery to a bleakly disenchanted world. And though this is a hope full of tremulous pathos, it is by no means entirely fatuous. Art, after all, has a good deal in common with religious belief, even in the most agnostic of environments. Both are symbolic forms; both distill some of the fundamental meanings of a community; both work by sign, ritual and sensuous evocation. Both aim to edify, inspire and console, as well as to confront a depth of human despair or depravity which theycan nonetheless redeem by form or grace.
Terry Eagleton "Having one's Kant and eating it" - A review of Northrop Frye's Late Notebooks 1982-90
For the Left, human beings may abuse their freedom, but they are not wholly human without it; for the Right, what matters by and large is not that we decide but what we decide.
Terry Eagleton "For the Hell of it" - A review of In Praise of Meekness: Essays on ethics and politics by Norberto Bobbio
The sacred rituals whish used to promise eternal life - burning incense, drinking the blood of the god, slaying a fatted calf - have now become the liturgy of burning off fat, drinking fruit juice and not eating calves at all.
Terry Eagleton "Good dinners pass away, so do tyrants and toothache" - A review of Death, Desire and Loss in Western Culture by Jonathan Dollimore
Sexuality began in the late sixties, as an extension of radical politics into regions it had lamentably neglected. But as revolutionary energies were gradually rolled back, an increased concern with the body came to take their place. In the Seventies we had class struggle and sexuality; in the Eighties we had sexuality. Erstwhile Leninists were now card-carrying Lacanians, and everyone shifted over from production to perversion. The socialism of Guevara gave way to the somatics of Foucault and Fonda. As usual, this happened on the most spectacular scale in the United States, which had never had much grasp of socialism to begin with, and where the Left could find in the high Gallic pessimism of Foucault a sophisticated rationale for their own political paralysis. The fetish, for Freud, is that which plugs an intolerable gap; and sexuality itself has now become the greatest fetish of all. In classrooms from Berkeley to the Bronx, there's nothing more sexy than sex; and a concern with physical health has now escalated into an American national sickness.
Terry Eagleton - "It is not quite true that I have a body, and not quite true that I am one either" a review of Body Work by Peter Brooks
E donde isto veio há muito, muito mais...
Monday, March 16, 2009
Shine on you crazy diamond
I made the blue cars go away
I can make myself invisible or small.
I can become gigantic and reach the
Farthest things. I can change
The course of nature.
I can place myself anywhere in
space or time.
I can summon the dead.
I can perceive events on other worlds,
in my deepest inner mind,
and in the minds of others.
I can
I am
(Jim Morrison)
Sunday, March 15, 2009
As pessoas andam tristes
Não podem falar do carro novo porque o mercado está em recessão
Não podem falar de oportunidades de negócio porque o mercado está em recessão
Não podem falar das suas viagens de sonho porque o mercado está em recessão
Não podem falar do fato novo porque o mercado está em recessão...
É ver os bandos de young professionals nos seus jantares em manada todos a mastigar o pão com manteiga e o bife à casa (sim, porque não podem comer lagosta porque o mercado está em recessão) sem nada para dizer uns aos outros, tristes e contemplativos a pensar que tudo aquilo para o qual foram treinados ao longo de vinte anos de patética educação (tanto escolar como moral e familiar) já não existe...
A culpa mais uma vez é do mercado...viva o Adam Smith!
Wednesday, March 11, 2009
Sem querer parecer o Mia Couto...
Estou cá há quatro anos e ainda é frequente ouvir as célebres perguntas, andas sempre com um segurança atrelado atrás de ti?, Podes andar na rua?, existem cartões multibanco?, onde é que dormes?, é tudo muito selvagem, não é? e por aí fora...
Não, eu não vivo numa cubata, nem lavo os pés com água do mar, não ando com 30 seguranças atrás de mim e levanto dinheiro no multibanco quando me apetece. E mais, enquanto 99% dos portugueses acha que angola é uma caixa registadora gigante, eu arrisco-me a dizer que tem outras coisas... Pessoas. Incrível, pessoas com quem podemos estabelecer amizades e partilhar experiências (e quando digo pessoas não me estou a referir à criança pobre e descalça com a qual todos os portugueses têm uma foto para mostrar o seu lado humanista), pessoas que para além do dinheiro ou até em vez dele, estabeleceram-se cá, são de cá e têm uma vida para além dos acordos de cooperação e das linhas de crédito. Gente que não pensa todos os dias quantos dias mais faltam para regressar a Portugal nem quanto dinheiro ganham por estar cá, pessoas que fazem cá a sua vida e que vão deixando de ter saudades dos outros sítios onde já viveram. Vivem e apaixonam-se cá e não, não estou a falar das trophy wives com que a maior parte dos estrangeiros se pavoneia na rua. Pessoas que se interessam por literatura que compram obras de arte não por serem caras mas sim pelo seu valor artístico. Pessoas que encontram beleza onde outros só vêem confusão, que encontram paz onde outros só sentem insegurança... e mil coisas mais...
Eu ainda não sou um deles mas gosto de pessoas assim, também gosto de rebuçados de mentol e de gelados magnum e também gosto de não fazer nenhum aos domingos.
Mas onde eu quero chegar é que sinto que em angola a maior parte dos estrangeiros que cá está sente que está num espírito de missão ou sacrifício só tornando a sua estadia cá maís sôfrega e que tudo seria mais fácil e mais transcendente se as pessoas conseguissem estar cá como noutro sítio qualquer, a querer aprender o que angola tem de bom, a querer conhecer a cultura e fundamentalmente, a querer fazer parte da experiência em que eles próprios se enfiaram...
E agora vou ligar para Lisboa para pedir à próxima pessoa que vier para me trazer umas cápsulas de Nespresso......
Monday, March 9, 2009
Escrevo estas linhas...
Estou de volta mas com a sensação de estar ainda naquela primeira semana após voltarmos ao trabalho de férias. Ainda não sabemos muito bem que voltamos mas vamos sendo relembrados dessa inevitável condição através do barulho do ar condicionado e das horas em que fitamos o monitor do pc atravessando o com o nosso olhar perdido noutro lado qualquer, com as 7 corridas diárias à máquina de café, com o olhar desinteressado com que acompanhamos o decote das secretárias desinteressantes, com o renovado interesse com que falamos do fim de semana desportivo, com a capacidade que temos em congelarmos durante largos minutos a pensar numa palavra tão profunda como "chapéu", "modelo" ou "batata" e claro, como não podia deixar de ser com as rachas do tecto e as demais rachas do escritório...
Ou seja, ainda no limbo... quando cair a ficha prometo mais!
Friday, March 6, 2009
Thursday, March 5, 2009
A Bófia não manda aqui! A Bófia não manda aqui!!!
I have spent all my life under a communist regime and I will tell you that a society without any objective legal scale is a terrible one indeed. But a society with no other scale but the legal one is not quite worthy of man either. A society which is based on the letter of the law and never reaches any higher is taking very scarce advantage of the high level of human possibilities. The letter of the law is too cold and formal to have a beneficial influence on society. Whenever the tissue of life is woven of legalistic relations, there is an atmosphere of moral mediocrity, paralyzing man's noblest impulses.
And it will be simply impossible to stand through the trials of this threatening century with only the support of a legalistic structure.
Alexander Solzhenitsyn, "O declínio da coragem" - discurso ao estudantes de Harvard, Junho 78.
Tuesday, March 3, 2009
Lembas-te do almoço, pá?
"Para vencer material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades e criar relações. O resto pertence ao indefinível, a que, à falta de melhor nome, se chama sorte."
- Fernando Pessoa, Críticas/ensaios, Artigos e Entrevistas.


