O vocabulário erótico e sensual dos media, a gíria amorosa do cinema e da televisão, as vagas declamatórias da publicidade e do mercado de massa, estilizam, moldam segundo convenções o ritmo, o andamento, as componentes discursivas de milhões de parceiros sexuais. No mundo desenvolvido, com a sua pornografia corrosiva, são inumeráveis os amantes, particularmente entre os jovens, que "programam" o seu modo de fazer amor, façam-no conscientemente ou não, em termos semióticos pré-estabelecidos. O que deveria ser o mais individualmente revelador e inventivo dos encontros humanos, segue em muito larga medida um guião. A última liberdade, a autenticidade final, talvez seja, na verdade, a do surdo-mudo. Não sabemos.
in "Os livros que não escrevi" George Steiner
Saturday, January 23, 2010
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2 comments:
é uma questão de experimentar..? qdo souberes, diz-me!:-)
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